Federico Garcia Lorca é um dos grande poetas do século XX. De toda a literatura espanhola, é ele, depois de Cervantes, o autor mais editado e traduzido.
Sua riqueza inventiva e as inovações técnicas que caracterizam sua obra ainda hoje ecoam na poesia, em toda a narrativa e teatro da atualidade. Poeta exemplar da emoção, do sentimento e da subjetividade exacerbada, apresenta grande familiaridade com a morte. Uma morte libertária, inquieta, questionadora, assim como o próprio autor, que na verdade transpirou até o último momento seu grande entusiasmo pela vida.Criador múltiplo, Lorca passeou por vários gêneros literários e dramatúrgicos.
Teatralizou o poema e poetizou o drama. Transformou o teatro em arte total, trabalhando com todas as suas modalidades, dos fantoches à experimentação vanguardista, acrescentando-lhe música e dança. Foi compositor e artista plástico. Misturou o regionalismo, especialmente andaluz, à uma ousadia e desenfreada criatividade temática. Expoente da vanguarda espanhola, da geração de 27, integrou a essa modernidade a herança do barroco, sendo ao mesmo tempo clássico e vanguardista, cerebral e delirante, apolíneo e dionisíaco, solar e noturno.
No dia 9 de agosto de 1936, aos 38 anos de idade, perdíamos com uma bala de revólver, tão pequena, o genial artista, vítima da Guerra Civil Espanhola.



